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Pitacadas pós-ressaca.

            As águas passam, e a época mais fantasiosa do nosso futebol começa agora. Até o início do próximo campeonato oficial, a imprensa esportiva, que já não se dá o devido valor o ano todo, vive seu momento Sonia Abrão, Ana Maria Braga, Leão Lobo, e afins. Jornais “sérios” publicarão semanalmente ou até diariamente as especulações do disque-disque de quem entra e quem sai deste para aquele clube. Por aqui, nós mortais, que não ganhamos um único centavo com isso, tentamos interpretar os fatos com sua devida importância, no que entendemos por isso.

 

         Denílson. Jogo beneficente na Vila Belmiro e ele estava lá. O garoto-paixão do Galvão (pra cima deles, Denílson!) declarava que não faz parte dos planos do Palmeiras para a próxima temporada. Nem magoado nem feliz, Denílson aproveitou sua maior qualidade, depois dos dribles que não esqueceu por completo ainda, elogiando a casa que abrigava seus pés. Disse ter uma boa proposta para jogar na Turquia, mas prefere aguardar mais contatos no Brasil. Sem deixar de salientar o sonho que seria jogar no Santos, clube do coração do pai, e uma referência histórica mundial no futebol. Não viesse de Denílson, acharíamos que o autor da declaração estaria se promovendo tentando uma vaguinha… Não fosse isso…

 

         Santos. Falando na Vila Belmiro, com certa razão analisada por este que vos escreve, renovado o contrato do treinador Marcio Fernandes. Embora mais por falta de opção, agrada-me a chegada de um novo nome no cenário do concorrido e fechado circo de treinadores em nosso futebol.

         Aproveitando, boas notícias aos santistas: Os bons Lucio Flavio e Madson despedem-se de seus despedaçados ex-clubes, e chegam para melhorar, com certeza, o necessitado clube praiano.

 

         São Paulo FC. O campeão brasileiro de 2008 assiste ao desfecho das investigações sobre a suposta tentativa de suborno do árbitro fã da Madona Vagner Tardelli. Inicialmente rompeu relações com a Federação Paulista de Futebol e sua cúpula. E ameaça colocar um time reserva para disputar o paulistão/2008. Se essa foi a forma de protesto escolhida, creio que se enganaram. Ao que entendo, o “sempre-correto” São Paulo Futebol Clube e sua lisura inigualável deveria ser o primeiro a colaborar com as investigações, agilizando o esclarecimento e eliminação de qualquer suspeita. Ao invés disso, respondem com uma ameaça que, a meu ver, não teria a menor importância para o campeonato paulista. Além do mais, fale para os titulares ficarem parados durante três meses e ouça a resposta. Por outro lado, Muricy, sempre correto, diz que com o time que lhe derem ele lutará pelo título, o que não podemos desdenhar, não é mesmo?

 

Por isso ou por qualquer outro motivo, acho que o Paulistão pode apenas servir de teste para experiências ou inovações táticas e técnicas. Faça-se isso uma vez e daríamos mais chances e divisão de poder aos times do interior.

 

         Bola de Prata 2008. A Revista Placar e a ESPN Brasil divulgaram nesta segunda-feira os, a seu ver, destaques desta temporada. Não eles:

 

-          Rogério Ceni: melhor goleiro. São Paulo FC. Entendo que há uma super projeção dos talentos do lendário tricolor Rogério. Competente e regular ele é, mas sempre tenho a impressão de que sua habilidade em se comunicar multiplica a leitura de suas habilidades dentro de campo…

-          Vítor: melhor lateral direito. Goiás. Não posso comentar, não me lembro de tê-lo reparado neste campeonato.

-          André Dias: zagueiro. São Paulo FC. Talvez tenha sido o melhor ano, tecnicamente falando, do zagueirão vindo do Goiás.

-          Miranda. zagueiro. São Paulo FC. Firme sem malabarismos, além de eficiente nas cabeçadas no ataque, Miranda agrada a muitos pela postura e virilidade.

-          Juan: lateral esquerdo. Flamengo. Um bom lateral, só isso. Mas não encontro algo muito melhor em nossas terras.

-          Hernanes: Volante. Craque do Campeonato. SPFC. Não o considero um craque. Ainda. Mas tem potencial e personalidade para tal.

-          Ramires: Volante. Cruzeiro. Um dos melhores do campeonato, o flamenguista tem equilíbrio, habilidade e força de marcação. Infelizmente deve deixar o Brasil em breve. Na minha opinião, este foi o craque do Campeonato.

-          Wagner: Meia. Cruzeiro. Arrumando o pequeno problema emocional nos momentos decisivos, um jogador praticamente completo. Esse é craque.

-          Tcheco: Meia. Grêmio. Diria que Tcheco é eficiente e tem personalidade. Mas a cada ano sofre mais contusões e cansaço. Na fase de nosso futebol nacional, um dos destaques, com certeza.

-          Borges: Atacante. SPFC. Regular e burocrático. Lutador e sem brilho. Isso é Borges pra mim. Lutou contra o Imperador Adriano e venceu. Faz gols importantes, inclusive impedidos, mas não o considero um destaque, nem que seja em protesto ao fraco nível técnico atual.

-          Nilmar. Atacante. Internacional. Deu a volta por cima de todas as contusões. Quando se recuperou e se livrou do Corinthians, escolheu o Inter. E encaixou-se perfeitamente na combinação com D’Alessandro e Alex. Sua velocidade é impressionante. Seu oportunismo e garra contagiam. Outro craque que não ficará em nossas terras por muito tempo.

-          Washington. Atacante. Fluminense. Centro avante à moda antiga, Washington sempre agrada, por onde quer que jogue. A mim idem.

-          Keirrison. Atacante. Coritiba. Promessa de craque internacional, titular da seleção brasileira. Basta entender um mínimo de futebol para reconhecer ali um diamante nem tão bruto assim.

Gostem, concordem ou não, esses foram os premiados, além dos árbitros e do técnico Muricy, só pra variar.

 

Ronaldo Fenômeno. Queiram ou não considera-lo um fenômeno, a mídia já mostra os resultados do contrato assinado junto ao Corinthians. Diria que ninguém tem muito a perder, e as duas partes têm muito a ganhar. Ronaldo jogando 20% do que já conseguiu um dia é destaque aqui no Brasil. Não jogando, sequer o salário é diferenciado, e a perda é mínima. Mas a jogada de marketing é genial e proveitosa ao Corinthians, inicialmente. E Ronaldo quer a seleção. E alguém duvida que dois gols no campeonato paulista não fariam Dunga convocá-lo? Então, sendo bom para ambas as partes, e pouco ruim a elas, lamentemos apenas a falta de habilidade em montar um projeto minimamente viável do Flamengo, segundo o próprio gorducho falou.

 

Abraços a todos!

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NÚMEROS SÃO SÓ NÚMEROS

         Não adianta agora o torcedor tentar suicídio, o Vasco se foi. Renato Gaúcho experimentou o céu este ano, ao levar o forte Fluminense à final da Libertadores. Apresentou-se ao Boca Juniors e caiu na real. A mediana LDU tirava da boca do Maracanã lotado o canéco cobiçado. Abatida, a equipe não conseguiu mais encontrar o futebol envolvente antes visto, e titubeou ainda nas mãos de Cuca, reequilibrando-se apenas nas mãos do experiente Renê Simões. Mas o falastrão e comedor Renato Gaúcho teve nova chance. O Vasco, onde deixou bons frutos nos anos anteriores, recebia o senhor moleque de braços abertos, com a esperança de uma retomada de vitórias há tempos não vistas nas terras d’antes d’Eurico. Mas…

 

         Mas nada. Pior, menos. O fechamento melancólico da 38ª rodada levava ao desespero o torcedor que lotou o estádio de São Januário, além dos milhões de telespectadores. Nem o choro (quem dera o último) de Edmundo desfaz o mal-feito. Time limitado, aliado à desorganização, termina mal. Perguntem aos corinthianos… Apenas lamento a demissão de Renato Gaúcho. Num ano em que fez tantas besteiras, ele merecia uma boa lição de humildade, treinando o time que jura amores na série B.

Vá Vascão, limpe a casa e retorne mais forte. Até 2010.

 

         Grêmio. Na mesma linha do amigo Daniel, exalto o excelente trabalho do senhor Celso Roth. O time é inferior tecnicamente aos seis primeiros colocados, mas disputou o título até a última rodada. Isso é para poucos. Roth não é unanimidade nunca, em qualquer time que esteja, e não seria diferente no Grêmio. Para disputar a próxima Libertadores precisa se reforçar, mas será páreo duro, como sempre o é, em qualquer disputa que entra. Gremistas, orgulhem-se, vocês foram grandes.

 

         Cruzeiro. Tecnicamente um dos melhores, senão o melhor dos grandes. E o que faltou? Personalidade. Nem uma pessoa de personalidade tão forte como Adilson Batista conseguiu, quem conseguiria? Disputará a Libertadores do ano que vem, e até lá poderia mandar todos os seus jogadores, com poucas exceções, a seções contínuas de terapias aplicadas. Arrumando esse pequeno detalhe, tem time para ganhar de qualquer um. Técnico já tem, e sabiamente renovou.

 

         Decepções. Por tradição, história e torcida, sempre esperamos mais de alguns. De uma forma ou de outra, num ou noutro ano, é comum um grande não ir bem. Mas este ano tivemos mais. Palmeiras, Flamengo, Internacional, Fluminense, Santos e Vasco, pelo menos, decepcionaram não só suas lindas torcidas, mas qualquer amante do futebol.

 

         E a taça vai para: SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE. O maior clube do Brasil, sem dúvidas, é o São Paulo. Bobeou eles pegam, e não largam. Há três anos Muricy Ramalho desfila seu mau humor pelos cantos do Morumbi. E há três anos leva o título. Este ano burocrático, pela falta de talentos, mas sem nunca deixar de ser competitivo. Méritos ao mais jovem dos times grandes do Brasil, e ao maior de seus vencedores. O resto é inveja, deste que escreve, por exemplo. Parabéns Tricolor Paulista, mais uma vez.

 

         Pitaco: Ficará por isso mesmo o caso do suborno do Tardelli, shows da Madona e envelopes de dinheiro? A quem interessa a investigação? Esperemos da CBF? Melhor dedicar-nos a outros assuntos…

 

         Continuaremos por aqui, contando sempre com você, senão de nada valerá!

 

         Abraços,

 

Marcos Claudino

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Só pra Ele – Inter, Campeão da Copa Sulamericana!

         A cada batalha o cerco se fechava. Por lógica, a cada fase, o adversário torna-se mais poderoso. Nossas forças são testadas, provocadas e, após a vitória, comemoradas. A primeira batalha, na semana passada, viu um passeio vermelho em mares azuis. Não o resultado, mas a postura dos gaúchos, impressionava não só a nós. Necessidade de menor esforço no jogo da volta, o jogo da faixa. Seria mesmo?

 

         O mar vermelho, mais de 50 mil camisas vermelhas gritando. O coro, o hino, coisas que ficam na nossa memória, e fazem-nos dar mais uma chance ao esporte que adotamos como o nosso preferido. Diga-se de passagem, mais de 50 mil sócios torcedores, deixando os cambistas chupando o dedo, do lado de fora.

 

         Personagens do jogo:

 

         1) Oscar Larrionda (incluam-se os bandeiras): Ruim. Nem mais nem menos que Godoy, Whrite, Arnaldo, Paulo Sergio, Abade ou Simon. Errou em momentos decisivos, mas errou para os dois lados. Ajudou e prejudicou, e não podemos dizer como seria o resultado se isso ou aquilo fosse marcado. Apenas e tão-somente ressalto que, não sei se por estilo de apito, mas a conivência com a violência ultrapassou os limites aceitáveis. Bolívar deveria não só ter sido expulso, mas ser afastado por um ou dois anos da bola, já que poucas vezes conseguiu acertá-la.

 

         2) Verón. 36 anos. Parece vinho. Espécie rara. Com ou sem a mística do pai dele que jogou no Estudiantes, o cara incorporou o líder. Pelo menos 80% das bolas do time argentino passavam pelos pés do vovô que, salvo raríssimas exceções, encontrava um ou outro hermano disponível e em boas condições de ataque. Nem perto de Zico, Falcão, Sócrates, Junior e outros, nessa mesma idade, mas atualmente, espécie rara sim senhor. Quando saiu, acabou o ataque argentino.

 

         3) Tite. Já odiei Tite, uma vez. Comandou o Grêmio que arrancou uma Copa do Brasil do Corinthians, forte e com Luxemburgo, em pleno Morumbi. Depois disso o amei. Com uma equipe medíocre, tirou o Corinthians da zona do rebaixamento, levando-o à quinta posição, em 2004. Mas Tite sofre mais com ódios do que relaxa com amores. E compreendo. Alex estava bem fisicamente, mal tecnicamente. Mas numa final eu não abriria mão de um talento desses um minuto sequer. O jovem Andrezinho, salvo eu realmente ter enlouquecido com a pedra, era um dos melhores da partida. Saiu e deu lugar ao amarelão Gustavo Nery. São-paulinos e corinthianos que o conhecem podem falar melhor sobre isso. E o gol saiu por uma falha de marcação onde? Na lateral esquerda. E o gol do Inter saiu de um passe de quem? Pronto, paguei a praga. E se Daniel Carvalho não pode ser aproveitado, o que está fazendo lá, relacionado? Enfim, ame-o ou odeie-o, mas respeite-o, porque Tite tem seus méritos.

 

         4) Finalizando com chave de outro, Nilmar. Podem pegar o lance que eu aposto minhas fichas, mas Nilmar bateu o recorde mundial dos 50 metros rasos ontem, no Beira Rio. Detalhe: no final do primeiro tempo da PRORROGAÇÃO!!! O gol foi um presente para o garoto são-paulino que jogou muito nessa sulamericana. Sempre que o vejo, sinto aquela ponta de inveja. O Corinthians, com mais uma de suas sujas parcerias, trouxe o garoto, perdeu-o no judiciário, a segue pagando a dívida com o Lion da França, enquanto o rapaz desfila seu talento nos ares do sul e, diga-se de passagem, aguarda uma única convocação pelo gaúcho ranzinza Dunga.

 

         Enfim, mais que os parabéns aos torcedores colorados, parabéns aos brasileiros que gostam de futebol, de bom futebol, pois um título desses deve ser bastante valorizado, quem sabe acendendo nos demais brasileiros reais interesses em levar a competição mais a sério nos próximos anos.

 

         Decisão do brasileirão no próximo final de semana. Bom divertimento!!

 

         Abração,

 

Marcos

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Chope na água…

            Falta uma, apenas e tão somente uma rodada. E ainda não sabemos quem será o campeão. Nas remotas condições de levantar a taça, ao que parece, os gaúchos não deixarão de fazer sua parte. Mas sabemos que o Goiás não se entregará totalmente sem uma, diríamos, ajuda de custo suficientemente razoável, já que cumprir sua parte simplesmente não parece bastar. Mas, do outro lado, agora com os pés devidamente pousados no planeta terra, os tricolores paulistas, com a chance de jogar mal e apenas empatar, fazem a volta olímpica no verde Estado de Goiás. Ainda acreditando que toda essa disputa vem apenas da deficiência técnica apresentada este ano, mas, com a certeza absoluta de que vemos neste o mais emocionante campeonato brasileiro desde a adoção da justa disputa de pontos corridos.

 

         Destaques:

 

            Flamengo 3 x 3 Goiás. Depois de toda a demonstração de força desproporcional nos bastidores, punindo e ainda não se retratando com Simon, absolvendo dois jogadores que agrediram moral e fisicamente o árbitro, o árbitro da Copa do Mundo, diga-se de passagem, o Mengão frustrou sua torcida apaixonada, tão apaixonada que ainda não havia entendido que o time é fraco e desajustado. Não o fosse, e esquecendo todas as presepadas demonstradas acima, venderia no meio do campeonato quatro jogadores titulares? Lampejos de time grande não fazem um time realmente grande. E assim, dificilmente o Flamengo representará nossas cores na próxima Libertadores, ainda bem… Porque, básico como a diferença entre vinho e água, não se sofre um empate nas condições que vimos ontem impunemente.

 

         Coritiba 0 x 2 Vasco. Seria tarde demais? A areia movediça pode permitir a fuga pelas próprias forças? Não saberíamos agora nem antes da próxima rodada. O certo é que o Vasco, mais uma vez, contrariou as expectativas, e venceu o despretensioso, e por isso perigoso, time do Coritiba. Uma pena é depender do boca aberta do Renato Gaúcho. Após o jogo chamou para si a responsabilidade da vitória, ressaltando sua própria inteligência. Realmente, não podemos discutir inteligência com esse senhor playboy. Uma pena é que, caso permaneça na primeira divisão, serão rendidas homenagens ao garanhão traçador de, segundo ele mesmo, mais de mil mulheres… Dizem que quando bebemos vemos em dobro, ou em triplo…

 

         Portuguesa 2 x 2 Sport. E lá se vai a lusinha, pra um lugar que parece mesmo ser seu. Estevão Soares não merecia, e alguns jogadores da Portuguesa também não, mas por simples questão de afinidade, não competência. Nós paulistas temos mesmo uma simpatia pela burrinha, mas já se vão 12 anos daquele time vice-campeão brasileiro, sendo depois disso apenas chacota e decepção. Mas nossa simpatia não a segurará sem planejamento e apoio financeiro de time grande, coisa muito longe de acontecer…

 

         Internacional 1 x 0 Cruzeiro. Inter reserva, gol de Gustavo Néri. Dizer alguma coisa? Foram esses brancos ao longo do campeonato que tiraram o favoritismo da Raposa Mineira. Belo time, ótimo técnico, boa estrutura, mas solados de chuteiras escorregadias, que proporcionaram derrapadas inexplicáveis ao longo do certame. Tudo bem, Cruzeiro, pegue estas lições e coloque-as em prática na Libertadores do ano que vem…

 

         São Paulo 1 x 1 Fluminense. Independente de qualquer coisa, foi um belíssimo jogo. Não fossem Tartá e Borges, outros seriam os autores, e resultado diferente não poderia mesmo ter acontecido. Ambos jogaram muito bem, cada um com seus justificáveis motivos. O Tricolor carioca cumpriu minha previsão, e não caiu. O Tricolor paulista não encontrou facilidade, nem sequer penso que decepcionou. Nenhum clamoroso erro da arbitragem, muito bem, diga-se de passagem. E o São Paulo depende de um empate contra o despreocupado Goiás que, sabemos bem, tirando o título dos paulistas, terá um natal bem mais gordo este ano.

 

         Cá com meus botões e zíperes, seguem meus palpites: São Paulo campeão, sem facilidades. Os dois próximos rebaixados: Vasco e Náutico.

 

         E quarta-feira próxima o Inter comemorará o título da sulamericana, o primeiro brasileiro, quiçá impulsionando os anos seguintes de uma participação mais digna dos brasileiros. Sim, este é meu palpite, fácil assim…

 

         Boa semana!!

 

         Marcos

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Pitacadas.

            Copa Sulamericana/2008: Pintou o campeão?

            Minha Nossa Senhora do Bom Futebol, como o Inter jogou bola!! Quem vir o resultado simplesmente, um fraco 1 a 0, dirá que eu estou exagerando. Mas vá lá você e tente… Quebrar uma invencibilidade de 43 jogos na casa deles, estádio lotado, final de campeonato… Dez jogadores, pois o viril, pra não dizer violento Giñazu, levou um justo cartão vermelho pelos poucos e fortes excessos cometidos. Nilmar, Alex e D’Alessandro ditavam o ritmo. E a zaga Argentina, comandada pelo cansadíssimo Verón, via navios vermelhos desgovernados. E a zaga colorada, após início inseguro, sentia-se literalmente em casa.

         Cabeças no lugar, descanso e treino leve. E o Inter tem uma invejável probabilidade de levantar o caneco na próxima quarta-feira. Será que agora a Globo transmite o jogo para o Brasil inteiro? Só de raiva assistiremos na Band, que acreditou desde o início, mesmo com Luciano do Vale, Neto e Godoy, faz parte…

         Engraçado é que ao final do campeonato brasileiro, todos os times exaltam e almejam uma vaga à Copa Sulamericana. Quando ela chega, jogam uma ou duas rodadas com times reserva, e saem prematuramente. Não que o Inter tenha dado todo esse valor, mas vendo não ter mais chances no brasileiro, acertou na tática e, quem sabe, sirva de exemplo aos demais times brasileiros. Ainda mais se realmente se concretizar uma vaga à Libertadores do próximo ano… Força Inter, o Brasil, com exceção dos gremistas, é mais você!

 

         Luxa magoado.

            Seria uma simples declaração sincera de um treinador frente às câmeras e microfones numa entrevista coletiva. Mas essa história está mal contada. Primeiro porque conhecemos um pouquinho sobre o Sr. Vanderley Luxemburgo. Ele é muito inteligente, e sabe muito bem se aproveitar de um ou outro fator para encaminhar suas intensões profissionais e, por que não dizer, financeiras. Boatos, rumores, nenhum comprovado, como sempre, nessa nossa justa e imparcial imprensa esportiva, ditam à boca grande e pequena, um certo interesse nos serviços do referido profissional pelo extremo sul brasileiro. Grêmio ou Inter, curiosamente muito bem no brasileiro e sulamericana, respectivamente. Mas sabemos que nenhum dos atuais técnicos é unanimidade em suas equipes e torcidas. Injustamente, diga-se de passagem.

         E a justificativa sobre aquela lambança de ataque da torcida ao técnico verde, muito mal explicada, ainda renderá algumas linhas. Primeiramente ele foi atacado. Depois, segundo as imagens, não se capta quem começou ou terminou. Terceiro, parece que ele escorregou, e umas três ou quatro testemunhas escondidas jurariam de pés juntos e amarrados que quem partiu pras vias de fato foi o próprio bam-bam-bam… Parece episódio do Datena… Julguemos com a razão, mas esperemos tudo desse sub-mundo sujo de interesses, alimentados por uma massa fanática e apaixonada.

 

         Brasileirão/2008. Pintou o campeão?

            Sim, possivelmente o campeão brasileiro/2008 foi literalmente conhecido na 36ª rodada, com as combinações dos resultados. Só o Grêmio pode alcançar o São Paulo, mas para isso deve vencer seus dois jugos e torcer por uma derrota e um empate do líder. Difícil? Óbvio. Impossível? Matematicamente não, mas estatisticamente quase. O que devemos mesmo é parabenizar duas equipes: O Grêmio, por, com uma equipe limitada tecnicamente, conseguir, com seu contestado técnico Roth, ainda brigar pelo certame. E principalmente ao São Paulo. Caiu no colo, ganhou de presente, ou simplesmente conquistou? Pelas beiradas, sem ser notado, parece que acordou um dia com uma liderança nas mãos. E não largou mais. Pronto. E Muricy pra mim é mesmo o melhor técnico do Brasil, além de possuir uma postura muito correta, desde sempre. Se for pra seleção, será uma grande perda ao tricolor.

 

         Enfim, há grande chance de que o próximo texto deste espaço virtual já traga o campeão brasileiro deste ano.

 

         Um ótimo final de semana a todos!

 

         Mc

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ESTÁ CHEGANDO A HORA…

         O brasileirão chega a seu final, e vemos a cada rodada o cerco se fechando, o bico do funil vai estreitando. Assim, quem tem mais fôlego, aquele chamado “sprint final”, mantém-se no páreo. Apenas dois candidatos ao título. Apenas três com chances de Libertadores. E apenas oito com chances de rebaixamento. A matemática alimenta as estatísticas, que de nada servem antes de uma partida. Mas a matemática jamais conseguirá medir emoção, calcular lágrimas e alegrias. Não que eu a ignore, apenas não a reconheço no princípio do futebol.

 

         Destaques. 36ª Rodada:

 

            Coritiba 5 x 1 Santos. Uma mordida feroz da boa equipe paranaense na mediana equipe da baixada santista. Antes de desfilar seu talento em São Paulo (Tricolor ou Palmeiras) ou mesmo na Europa, o jovem Keyrrison (vê lá se isso é nome…) mostrou que tem valor. E o Peixe nem viu a cor da bola. Mesmo com pouquíssimas chances de rebaixamento, matematicamente ainda não está livre. E a torcida perde a paciência. Ouve-se o nome de Luxa nos lados praianos… Veremos…

 

         Vitória 4 x 2 Grêmio. Dizem as línguas, boas e más, que o Vitória recebeu um “incentivo” do São Paulo, do Flamengo e do Cruzeiro que, somado, chega perto de um mísero milhão de reais. Assim, meu amigo, eu vou correr 100 quilômetros no deserto do Saara… Mas do outro lado tinha o Grêmio, que chegou a ser líder por aproximadamente 5 minutos, enquanto vencia por um a zero e o São Paulo empatava com o Vasco. Usando da abordagem do meu amigo Daniel, repito aqui: O Grêmio tem elenco inferior a São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Inter, pelo menos, mas é o segundo colocado no campeonato. Seria Celso Roth tão ruim assim?

 

         Vasco 1 x 2 São Paulo. Nunca o time do Vasco teve torcida maior que este domingo. Mas de que adianta a torcida e o incentivo, se a equipe não ajuda? Nem toda a raça e força de vontade poderão salvar uma equipe que cometeu tantos erros num campeonato tão fraco. Ainda dá, mas o funil, lembra? O funil… Agora, não esqueçamos que depois que deram a liderança ao São Paulo, ele segurou em todas as oportunidades. Não tem um elenco tão bom quanto nos últimos anos, mas tem, senão a melhor, uma das três melhores equipes do Brasil e, na minha opinião e de muitos, tem o melhor técnico, isso sim. Dá pra contar o título? Até dá, mas acho que não será contra o Fluminense. Puro palpite…

 

         Cruzeiro 3 x 2 Flamengo. Polêmicas de todos os lados, e a Raposa venceu o Flamengo em casa. Difícil. Suado. Brigado. Roubado? Olha, eu achei que foi pênalti, mas só depois do terceiro replay. Não acho justo botar nas costas apenas do Simon o resultado justo ou injusto. E os gols perdidos (vide senhores Ramirez e Juan, entre outros) não poderiam ter mudado o resultado da partida? O Cruzeiro jogou mais, mereceu, e podemos entender a revolta flamenguista apenas pela esperança e expectativa criadas. O time é razoável, mas se supera e ainda briga por Libertadores.

 

         E aguardemos os dois últimos capítulos deste emocionante suspense. Cardíacos, cuidem-se…

 

         Abração!

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ATÉ QUANDO??????????

         Antes de falarmos de futebol, literalmente, aquele que enche nossos olhos, que sempre surpreende, aquele que levanta ou derruba matemáticos, estatísticos e jornalistas “especialistas”, infelizmente temos que falar sobre outra face desse apaixonante esporte.

         E não é uma faceta nada bonita. Lá ia Luxa e seus comandados rumo à Cidade Maravilhosa, na sexta à noite, quando, não mais que de repente, foi surpreendido por uma, como diríamos, “comissão” de torcedores, preocupados com o futebol apresentado pelo Palmeiras nas últimas rodadas. Conversas acaloradas vão e vêm, e eis que Luxa acaba com um ferimento no braço. Ponto. E não foi o primeiro, prometendo também não ser o último.

         Primeiro que o Palmeiras embarcava na sexta-feira em razão de ameaças recebidas entre quinta e sexta-feira. Muito lindo não? Ao pesquisar a mídia vejo que o jornal “O Estado de São Paulo” entrevistou um dos líderes da torcida, que não quis se identificar, e que o mesmo disse ter sido agredido pelo treinador primeiro, para depois partirem para o revide. Falar o que? De quem é a culpa? Do Palmeiras, de Luxemburgo, das Autoridades, da Imprensa e, claro, dos ditos “torcedores”, não necessariamente nesta ordem de importância.

         Do Palmeiras porque, não só ele, como todos os clubes do Brasil, mantém estreito relacionamento com esses grupos organizados, que a mim mais parecem gangues ou quadrilhas com endereço conhecido. Muitas vezes se utilizam desses mesmos delinqüentes para defenderem interesses deste ou daquele cartola, interessado em protestos dirigidos. Isso se não for mesmo o que está acontecendo agora…

         De Luxemburgo porque não só ele, como todos, ou a maioria dos treinadores, desunidos como sempre, aceitam dar satisfações e gratificações a esses mesmos grupos. Outra hipótese deste episódio pode ser o não cumprimento de algum “acordo” anterior.

         Das autoridades. Precisa mesmo explicar? Fora o caso do sangrento confronto entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo, resultando na morte filmada a pauladas de um torcedor são-paulino, que nem eu nem você sabemos o que estava fazendo lá, não se conhece outro caso de prisão e cumprimento de pena, sequer alternativa, te um torcedor, sempre protegido por interesses deste ou daquele lado…

         Da imprensa, que dá um microfone a um destes representantes sempre que pode. Mais algum interesse envolvido? Audiência inescrupulosa? Decida você, cidadão de bem…

         Dos torcedores. Bem, eu torço, você torce. Torcer é outra coisa, mas que conheço muita e muita gente que partiria para as vias de fato em qualquer tipo de discussão sobre futebol, isso não dá pra duvidar. Agora, a tendência a exagerar pode até ser preexistente. Mas participando de uma dessas facções criminosas você consegue externar suas tendências violentas e ainda sai protegido e incólume. Quer melhor? Academia de boxe ou qualquer luta marcial é muito caro, doutor…

         Lamentem-se todos os lados, e lamentemos nós, que dia a dia vamos perdendo o gosto pelo esporte por estas e por tantas outras…

 

         Brasileirão/2008. 35ª Rodada. Destaques:

 

            Atlético-MG 4 x 1 Vasco. O Galo livra-se do vexame maior, no ano do centenário, e o Vasco aproxima-se. O Vasco cai? Não sei, mas tem facilitado muito. E tem o poderoso São Paulo no próximo domingo… Ao Atlético a lição do que não fazer durante um ano, ao Vasco talvez só no ano que vem para entender melhor…

 

         Fluminense 3 x 1 Portuguesa. O jovem Édno fez um golaço, calando 40 mil torcedores no Maracanã, mas o Flu desta vez não se abalou, e conquistou uma vitória justa. Sinto pela Lusa, na minha opinião o clube mais simpático do Brasil, sinto por Estevão Soares, por Athirson, que tem jogado o fino da bola, por Jonas. Mas será difícil a Lusinha permanecer na série A em 2009. E o Flu depende apenas dele para permanecer na elite, e vender o Conca pro Corinthians… rsrsrs…

 

         Náutico 5 x 2 Cruzeiro. Nem sei o que dizer. O time de futebol mais bonito deste campeonato continua deslizando nos momentos mais importantes. Creio que o Cruzeiro tenha dado largo passo na desistência do título. Para a Libertadores tem todas as chances. E não esqueçamos o Náutico, numa tarde/noite quase perfeita.

 

         São Paulo 3 x 1 Figueirense. Se já estava com a faca e o queijo na mão, deram também o prato e o guardanapo. Está tudo à mesa, basta o tricolor se servir. Cabe a Muricy deixar essa turma tinindo, concentradíssima. Porque parece fácil ter dois adversários na zona do rebaixamento, mas trata-se do Vasco lá e do Fluminense aqui. Um deslize contra um desses e o Grêmio, aos trancos e barrancos, ainda pode chegar. Isso sem esquecer o chatíssimo Goiás, com uma possível mala-branca de alguns interessados.

 

         Grêmio 2 x 1 Coritiba. Com as derrotas de Cruzeiro e Palmeiras, o líder e o vice-líder distanciam-se na briga. Mais uma lição de casa feita, contra outro chato, o Coritiba. Nada de jogar muito bonito não, basta a bola entrar mais vezes lá do que aqui. Essa é a fórmula de Roth, às vésperas da despedida do clube. Se vai chegar, aí são outros mil e quinhentos…

 

         Flamengo 5 x 2 Palmeiras. Nem me venham dizer que a perseguição no aeroporto não abalou a equipe. Abalou sim senhor. E Luxa estava mais tenso que de costume. E o time estava acuado e sem personalidade. Amarelou? Nem diria isso. Porque do outro lado havia um Flamengo com sangue nos olhos. Confesso que nem na Copa de 2002 vi o Kleberson jogar tanto. E o menino Ibson, que todas as vezes que finalizou fez, inclusive um de letra? Então, todas as justificativas podem ser usadas pelos paulistas, mas o Flamengo fez a sua parte muito bem feito. Ah, sim, o segundo gol foi irregular, mas não precisava o Arnaldo execrar tanto assim o bom Gaciba, ao menos bom em relação aos demais. Alguma rixa de bastidores?

 

         E com nove pontos a disputar, algumas certezas daqui e dali, todas possivelmente contrariadas, aguardamos as próximas emoções, e, utopicamente, infelizmente, a prisão de marginais, com ou sem camisas de time, ou colarinhos engomados…

 

         Abraços.

 

         Marcos

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Só Pitacos

            Casos e acasos do mundo esportivo, vamos a eles:

 

         Adriano, Imperador. José Mourinho, Deus…

 

            Duas cascas de ferida. De um lado um jogador que fez sua carreira bem sucedida na Europa, num de seus mais importantes representantes. Do outro um treinador renomado, recebido pela seleção portuguesa e equipes européias como o novo gênio, o Pelé dos técnicos.

Jornais europeus destacam a dispensa do atacante, visto a incompatibilidade profissional entre ele e o treinador, decorrente das baladas e atrasos aos treinos.

         Primeiramente Adriano. Sinceramente, não me sinto confortável ao julgar o comportamento de um jogador de futebol. Inicialmente porque o brasileiro, e a maioria dos jogadores que conseguiram o perseguido sucesso, independência financeira e afins, geralmente não é orientado para questões educacionais, vocacionais, muito menos éticas e contratuais. Não há essa cultura em nosso meio futebolístico. Raramente um ou outro, ao término da carreira, tem condições de manter-se fora do futebol, ou não dependendo dele para a manutenção do nível de vida adquirido. Um ou outro consegue uma vaga numa televisão, e comenta os jogos, em troca de um salário bem menor do que o que estava acostumado. Raí, Mauro Silva, Sócrates e mais alguns poucos são, mesmo nos dias de hoje, raros. Já que não é preparado, o jogador, normalmente com idade muito próxima às duas décadas de vida, ganhando um salário astronômico até para os níveis médios do país que joga, não raras vezes desanda, como diriam os “especialistas”. Adriano, competente, forte e goleador nato, rapidamente mostrou-se na vitrine Flamengo, para poucos meses depois desembarcar na lindíssima Milão. Milionário antes de ir, mais ainda ficou. Não que antes da morte do pai em circunstâncias estranhas ele já não se mostrasse um amante da noite. Mas depois piorou, isso é fato. Sinceramente, não sei o que faria com essas condições. Nem sei se é proibido uma pessoa fazer o que bem entender da vida. Quem é que o elege um exemplo às gerações futuras? Errado é apenas e tão somente o não cumprimento de compromissos. Cabe uma conversa? Aos valores exorbitantes que giram os contratos, eu não pensaria duas vezes em conversar muito, mas muito mesmo, quantas vezes fossem necessárias, para manter o excelente jogador. Mas, sabe como é, o mundo gira e o dinheiro investido provavelmente já se pagou, pode mesmo ser a hora de novos ares.

         Do outro lado desta questão, temos o mega-super Mourinho. Pouco sei sobre ele, mas é unânime ler na imprensa, séria ou não, sobre o temperamento difícil e a empáfia do sujeito. Outra coisa que não vejo mal algum. Ou o camarada deve manter-se sempre sorridente e solícito? Olha aí o Muricy, dando patadas quando bem entende. Acho que o trabalho fala por si, e ninguém deve adotar uma personalidade que não seja a sua para atender a qualquer interesse. Ponto. Quanto ao clube, deve decidir de que lado perde menos dinheiro e produtividade nos gramados. A todos nós parece óbvio, ou não? Ah, se meu Timão pudesse… Ele é a nossa cara, não é Fiel? Rsrsrs…

 

         São Marcos. Diabo Luxa.

 

            O que alguém com o mínimo de juízo pode falar do goleirão Marcos? Sua carreira e postura sempre falaram por si. Mesmo um ícone na equipe que defende, é admirado e querido por qualquer torcedor, rival, próximo ou longínquo. Declarações mais duras sempre fizeram parte de seu perfil. Depois de conquistar o respeito de todos os lados, vê-se, com razão, no direito de dizer o que pensa, que, sabe-se, nunca vai contra os interesses da equipe que há mais de uma década defende. Se aqui ou ali não gostaram, guardem pra si, porque peitar o Marcão não é atitude de bom grado. Até aí tudo bem. No último domingo, 30 minutos do segundo tempo, vemos com espanto um gigante careca vestido de azul correndo em direção à área adversária. Não satisfeito com uma investida, foi duas, três, quatro.

         Na linha lateral, um senhor respeitado gritava, xingava, pulava e urrava de raiva. Pronto, explicada a colisão.

         Luxemburgo Bam-Bam-Bam (como diz o amigo Daniel) aproveita a imprensa para dar umas alfinetadas no goleiro. Haveria ali alguma intenção de tirar dele o poder e respeito adquirido? Morreremos sem saber, se o for na verdade. Mas ele estava certo na maneira de pensar, não de se expressar. Eu, com um pouquinho de juízo, pensaria duas vezes antes de falar mal publicamente de um cara como o Marcos que, repito, errou. Talvez estivesse aí um teste feito pelo treinador. Como a opinião pública encararia? Se assim, eu faço assim, se assado, eu faço defumado. E rapidamente os panos quentes venceram. O histórico de Luxemburgo traz muitas colisões com ídolos, quase todas vencidas. Mas nessa, Marcos perdeu? Não mesmo, pode crer. Luxa perdeu? Depois de tudo esclarecido não, inteligente que é, melou de elogios públicos o seu arqueiro e capitão. Haverão mais capítulos? Conhecendo Marcos, não, com certeza. Conhecendo Luxa, sim, com certeza… rsrsrs…

 

         E não percam a rodada do final de semana do brasileirão, com sustos, desesperos e alegrias para todos os lados.

 

         Tenham um ótimo final de semana!

 

         Marcos Claudino

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UM POUCO MAIS DE RESPEITO, POR FAVOR…

         Sei que estou arrumando sarnas para me coçar. Mas, desde já explico que minha intenção, ao criar este espaço, foi circular uma modalidade um pouco mais justa para os esportes de nossas paixões. Assim, tentando ser fiel a este preceito, vejo-me na necessidade de discorrer sobre o vil e cruel mundo das suposições, colocando-o em seu devido lugar, ou seja, na nossa imaginação.

 

Tudo começou no dia 11 de novembro passado. O site Globo.com publicou uma matéria assinada pelos repórteres Bernardo Ferreira e Thiago Lavinas, com o título: “Num Brasileirão sem erros de arbitragem, Grêmio assumiria a liderança da tabela”, seguido pelo subtítulo “Fluminense, com oito pontos a mais, estaria livre da degola. Já o Santos, com três a menos, ficaria seriamente ameaçado pelo rebaixamento”.

 

         A matéria traz, além do texto explicativo, duas tabelas, uma com a quantidade de vezes em que cada time analisado foi beneficiado e prejudicado. Numa outra vemos os 29 jogos considerados influenciados pelos erros de arbitragem.

 

         Muito interessante, mas, a meu modesto ver, perigosa a matéria. Porque gera suposições que não podem ser realmente levadas a sério. Não sem antes trazermos a público outras tantas e tantas tabelas. Explico:

 

         O texto joga a responsabilidade total do título do campeonato a uma única e exclusiva pessoa, personificada pela figura do lendário e odiado árbitro de futebol. Que, neste país, não podemos realmente confiar em ninguém, já sabemos. Que casos de corrupção e mudança proposital de resultados já foram pegos até nos ditos países do primeiro mundo também sabemos. Agora a pouco, em 2005, tivemos a anulação de não sei quantos jogos, por conta do envolvimento do árbitro Edílson Pereira. O coitadinho, réu confesso, chegou a ser preso, foi às televisões pouco sérias, e até lançou um livro, bem vendido, por sinal. E o título ao Corinthians até hoje é contestado, com boa dose de razão, pelos torcedores do Internacional gaúcho.

 

         Suposições. Ponto. Nada mais que isso. Porque para levarmos a sério um levantamento deste porte, que provavelmente deu muito trabalho para ser feito, precisaríamos de outros levantamentos, que demorariam anos para serem desenvolvidos. Porque, fora a figurinha do juiz, temos num espetáculo de futebol, outros personagens, a meu ver, de muito maior importância. Que tal uma tabela demonstrando como seria o campeonato, analisando, por exemplo, os índices abaixo:

 

-          Gols perdidos.

-          Frangos levados pelos infelizes arqueiros.

-          Expulsões desnecessárias (se é que há uma expulsão necessária).

-          Impedimentos não marcados, ou vice-versa.

-          Jogadores julgados duas vezes, de última hora.

-          Jogadores não julgados por atos desleais.

-          Passes errados.

-          Contusões, tirando este ou aquele jogador do embate.

-          Substituições erradas.

-          Etc, etc, etc…

 

Pois é, tenho certeza que com um pouco de esforço imaginário, encontraríamos pelo menos mais uns vinte índices que, com certeza, também são responsáveis pela mudança do placar de uma partida e, conseqüentemente, todas as posições na tabela de classificação.

 

Não tentarei ser hipócrita ao menosprezar e importância de um erro de arbitragem em comparação a qualquer outro índice comparativo, mas estamos ofuscando demais um esporte que depende, entre outros fatores, de interpretações imediatas de regras específicas.

 

E que não se confunda minha atitude com a defesa deste ou daquele time. Não tenho realmente a menor pretensão em fazê-lo. Quero apenas encarar este minucioso estudo como uma curiosidade despretensiosa, só isso. Que a imprensa tem suas predileções e direciona as notícias ao seu bel prazer, que o público aceita com facilidade qualquer idéia, que há muito a ser limpo no meio do futebol, tanto quanto em outros meios, não temos a menor dúvida.

 

Mas que tratemos o futebol com o carinho que ele merece, dado o tamanho da paixão que ele nos desperta.

 

Um abraço a todos!

 

Marcos Claudino

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Ah, esse futebol…

            Com todas as reclamações de que o futebol de hoje não é mais como antigamente, que jogador de futebol não tem mais amor ao clube, que o nível técnico caiu muito, que os craques de verdade vão embora cedo, com tudo isso e muito mais, diga aí, você torcedor fanático ou esporádico, diga aí acompanhante assíduo ou só pra tirar um sarro, diga aí você, tá du-caramba ou não? O Brasileirão vem chegando ao fim, e a cada rodada as opiniões mudam, o favorito de ontem passa a ser o cavalo paraguaio de hoje, os “especialistas” desdizem tudo que juraram de pés juntos ontem, e a gente vai se divertindo na indefinição. Ah, o futebol, esse esporte onde vinte e quatro pessoas são remuneradas para acompanhar todos os movimentos daquele objeto esférico de couro, onde quer que a nossa pelota vá… E de fora, milhões matam e morrem pelos rumos que a bola tomou nesta e naquela partida. Ah, sim, vinte e quatro sim senhor, ou o juiz e os bandeiras estão fazendo o que naquele gramado?

 

         Segundona – The End. Pronto, definido. Finalmente um time grande vai conseguir dar férias a todo o elenco, de trinta dias sim senhor. Depois conseguirá fazer uma pré-temporada decente. Depois iniciará o seu regional com um elenco um pouco mais definido. Pois é, o Corinthians cumpriu a obrigação, e foi campeão da série B/2008. E tem esse direito. E tem o direito de comemorar, oras pois. Perdeu duas em 34 partidas. Manteve no mínimo cinco pontos do segundo colocado, fez mais gols, sofreu menos gols, melhor média de público e novos recordes de audiência. Ah, mas a segundona é humilhação, não é? Sim, foi, depois da última partida da série A de 2007 foi, e muito. Mas as águas rolaram, e o Corinthians fez apenas o que tinha que fazer. Carimbou e pronto. Parabéns ao Timão e sua maníaca torcida, que devem estar felizes por cumprirem bem seu papel este ano.

 

         Brasileirão/2008. 34ª Rodada. Destaques:

 

            Vasco 1 x 0 Santos. Não vi o jogo, mas três ou quatro me disseram que aquilo não foi pênalti. Foi ou não foi, o tal de Elmo anotou, e o vovô Edmundo conferiu. O Vasco deixa a zona do rebaixamento, após duas vitórias consecutivas, mas está bem longe ainda de respirar aliviado. O Peixe ainda está relativamente folgado desta preocupação, mas que abra o olho, porque deixar para o fim pode ser letal.

 

         Portuguesa 2 x 3 São Paulo. O São Paulo estava jogando aquele bem dito feijão com arroz, tentando, com o elenco bem mais fraco, garantir uma vaguinha para jogar a próxima Libertadores. E assim foi. Quando menos esperou, caiu uma liderança no seu colo. Porque os papões Internacional, Cruzeiro, Grêmio, Flamengo e Palmeiras tiveram sua chance, e não aproveitaram. Não tirando os méritos do Tricolor, capacidade existe, mas nem o Muricy achava, há umas dez rodadas atrás, que brigaria pelo título. Agora, papões, corram e rezem muito, porque não será fácil tirar essa liderança do São Paulo.

 

         Cruzeiro 1 x 0 Fluminense. Quem lê minhas parcas linhas pode até pensar que eu torço para o Flu. Mas não, torço pro Corinthians, o 21º melhor time do Brasil. É que eu simpatizo com quatro ou cinco jogadores do Flu. E na reta final, pegar um Cruzeiro no Mineirão ninguém que esteja fugindo do rebaixamento merece. E o Cruzeiro, o time com o futebol mais bonito deste campeonato, nem quis saber. Suado, magro, mas três pontos adicionados à briga.

 

            Botafogo 0 x 1 Flamengo. Não tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Então, jogo polêmico e decisivo, e o Flamengo foi mais coração e torcida, venceu magrinho magrinho, de pênalti, mas ainda alimenta a utopia do título. Particularmente acho difícil, com esse time, mas como sonhar é de graça, deixem a massa rubro-negra delirar…

 

         Palmeiras 0 x 1 Grêmio. O Grêmio é um baita time? Não acho. Tem algum diferencial? Não vejo. Mas venceu, do jeito feio e retranqueiro que sabíamos que aconteceria. Gol achado, falha de Marcos e da zaga toda, mas o Palmeiras não conseguiu fazer gols. Ao contrário, acho que os gaúchos estiveram mais perto e mais vezes próximos do gol palestrino. Agora, vamos à polêmica, pura besteira. Marcos e Luxa. Também achei maluquice o Marcos tentar ser o centro-avante aos trinta do segundo tempo, mas não acho prudente o Vanderley bater de frente com um sujeito do porte do Marcão. De resto, o Palmeiras, deixando de lado a falha do gol, estava mesmo é sem ataque. Porque jogar sem o Kleber Cotovelo e o Diego Souza num jogo decisivo destes é derrota quase certa. E Luxemburgo, inteligentemente, desvia o foco. Diz que o Palmeiras entrega os pontos, não briga mais pelo título. Claro, claro, com certeza… Deixa o São Paulo perder e o time dele ganhar que vamos ouvir outro discurso.

 

         Com um pouco de prudência, não acho seguro dar o título ao atual líder. Acho que em todas as próximas quatro rodadas, um dos quatro sempre perde numa delas, embolando e indefinindo de novo. Surpresas virão, embora sim, hoje, eu dê uma boa vantagem ao Tricolor do Morumbi.

 

         E que venham as farpas, fagulhas e detritos, aumentando sempre nosso ritmo cardíaco… Ah, esse futebol…

 

         Abraço e boa semana.

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